Foi um choque, para todos, a descoberta do corpo de Adalberto Abraão.
(Podemos dizer que o da do de Paulino Gravato
o foi apenas nos cabeçalhos dos jornais.
Não nas vozes dos sussurros.)
Era a minha segunda morte.
Desta vez, fora demasiado cuidadoso para que, fosse quem fosse, se deixasse apanhar.
Claro que haveriam investigações, claro que não conduziriam a lado algum.
Mas quem teria dúvidas?
A morte do advogado mais conceituado de toda a região poderia ser um choque, porém, quem mata um irmão, não terá remorsos de matar ou mandar matar outro indivíduo, certo?
(Como o fiz?
É tão simples que
não merece mais
que uma breve passagem:
digamos que a bebida
do senhor Advogado
Adalberto Abraão
tinha um cheirinho.)
(É curioso o observar toda a espécie de plantas que cresce
ao pé de um campo cravado de mortos.)


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