O último capítulo de uma fase de delírio, de profunda empatia comigo mesmo, de paz interior, a primeira vez que vejo algum sentido na minha existência.
E eu, melancólico, hesitando em apagar a última vida.
A última vez.
Por que tem de chegar uma última vez?
Desta vez doía mais que quando abriu o centro dos doutores de batas brancas.
Porque era pessoal, era sentido.
Eu estava apaixonado por aqueles momentos fora de série das noites escuras e vermelhas.
Isso era muito maior que qualquer bem material, que qualquer estúpido emprego, que qualquer absurdo e inútil cêntimo.
Aquele era eu.
Eu verdadeiro.
Eu inteiro.
Eu único.
Tinha demorado tanto tempo a encontrar-me.
Iria perder-me tão cedo?
Com um suspiro, enterrei a faca na garganta do corpo pálido, vendo o sangue calmo, escorrendo fora.


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