segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Bye, Dexter

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Chegava o quinto, o último da saga "O filho de talhante é fanático por Dexter".

O último capítulo de uma fase de delírio, de profunda empatia comigo mesmo, de paz interior, a primeira vez que vejo algum sentido na minha existência.

E eu, melancólico, hesitando em apagar a última vida.

A última vez.
Por que tem de chegar uma última vez?

Desta vez doía mais que quando abriu o centro dos doutores de batas brancas.

Porque era pessoal, era sentido.
Eu estava apaixonado por aqueles momentos fora de série das noites escuras e vermelhas.

Isso era muito maior que qualquer bem material, que qualquer estúpido emprego, que qualquer absurdo e inútil cêntimo.

Aquele era eu.
Eu verdadeiro.
Eu inteiro.
Eu único.

Tinha demorado tanto tempo a encontrar-me.
Iria perder-me tão cedo?


Com um suspiro, enterrei a faca na garganta do corpo pálido, vendo o sangue calmo, escorrendo fora.

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