Um dia, o inevitável deu-se.
Erros de cálculos: esqueci-me de considerar uma variável.
Se a família e os amigos do morto estão mortos, quem pagará o funeral?
De que vale matar pessoas para manter o negócio, se não me sobram clientes?
Foi quando me apercebi que aquilo contra o que lutara, o que a tanto custo tentara evitar, tinha, por fim, chegado, apenas para reforçar a sua inevitabilidade.
Era tempo de partir.
Atrás de mim, deixava um rasto obsceno de destruição e violência. Não julguem, porém, que me sinto responsável. Fui eu que acendi o fósforo, claro. Mas também a floresta se fez de madeira.


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